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Um estudo publicado na revista "The Lancet" aponta que o surto de hepatite aguda em crianças pode estar associado à covid-19. Para falar sobre o assunto, o JR News (Record News) conversou com o Dr. Márcio Dias de Almeidas, hepatologista do Hospital Moriah.




Todo o mundo

 

O que é uma convulsão? Quais são as causas? Tem cura? Pode matar? Neste episódio do DE Responde (Record TV), a neurologista do Hospital Moriah, Keila Narimatsu, tira todas as dúvidas para você. Veja!



Modificado: quinta-feira, 2 jun. 2022, 08:13
 

O prazo curto entre a captação dos órgãos de doadores até o centro cirúrgico, onde está o receptor, faz do trânsito das grandes cidades um dos maiores obstáculos nesta corrida. Mas, além de ambulâncias e carros especializados, as equipes contam com batedores que abrem caminho e, se uma vida está em jogo, se for preciso, vale ir até de táxi. 

O Jornal da Record (Record TV) conversou com as equipes que lutam para salvar vidas e também ouviu a Dra. Ana Olga Nagano, cirurgiã do Hospital Moriah, sobre a importância das doações de órgãos.

 

 

 

O Ministério da Saúde está monitorando 16 casos suspeitos de hepatite misteriosa em crianças. A doença que atinge o público infantil tem preocupado autoridades de saúde em todo o mundo. Por ainda ser um mistério, teorias falsas sobre a doença se espalham pela internet e deixam muitos pais em dúvida. O Jornal da Record (Record TV) conversou com especialistas, como o hepatologista Márcio Dias, do Hospital Moriah, para entender melhor o que se sabe até o momento sobre a doença e ainda dá dicas sobre como proteger os seus filhos. Confira!

 

 

Modificado: sexta-feira, 13 mai. 2022, 09:49
 

 

 Adotada de forma emergencial durante a pandemia da covid-19, a telemedicina foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina. Segundo o CFM, a norma assegura ao médico a autonomia de decidir se utiliza ou não, a consulta por vídeo, ou se é necessário o atendimento presencial. Mas quais são os limites para uma consulta online? O paciente pode escolher atendimento presencial? E o Sistema Único de Saúde (SUS) tem estrutura para adotar a telemedicina? Celso Freitas e o repórter André Tal conversam com o responsável pela área da telemedicina do Hospital Moriah, Dr. Fabrizio Ricci Romano. Confira no episódio #427 do Podcast JR 15 min.

Modificado: sexta-feira, 13 mai. 2022, 09:43
 
 
 

O Ministério da Saúde investiga casos de hepatite aguda grave em crianças no Brasil, entre eles a morte suspeita de um bebê. Em todo o mundo, já são mais de 200 registros. Sobre o assunto, o hepatologista Dr. Márcio Dias falou ao programa Fala Brasil (Record TV). Confira!

 

O cirurgião do aparelho digestivo Flávio Kawamoto fala ao Mundo RecordNews sobre como a obesidade vem crescendo no mundo e afetando a saúde geral das pessoas.

 

 

 

Uma em cada dez pessoas já sofreu com sinusite. Os cantores Gusttavo Lima e Zé Neto, que faz dupla com o Cristiano, também entraram nessa estatística. Os dois tiveram até que passar por uma cirurgia para poderem continuar cantando. O otorrinolaringologista do Hospital Moriah, Dr. Fabrizio Romano, falou sobre a doença para o programa Domingo Espetacular (Record TV). Confira!


 

 

 

Sintomas como sonolência, mal-estar, náusea, vômitos, inchaço no corpo e perda de massa muscular, por exemplo, são sinais de insuficiência renal. A doença, também chamada de doença renal crônica (DRC), é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas, que é filtrar resíduos, sais e líquidos do sangue.

Além de eliminar resíduos e líquidos do organismo, os rins executam outras funções importantes, tais como regular a água do organismo e outros elementos químicos do sangue, como o sódio, o potássio, o fósforo e o cálcio; eliminar medicamentos e toxinas introduzidos no organismo; e liberar hormônios no sangue que regulam a pressão sanguínea, fabricam células vermelhas e fortalecem os ossos. Confira agora as causas de insuficiência renal, sintomas, tratamento e como se prevenir da doença. 


Causas e fatores de risco

É difícil determinar a verdadeira incidência e prevalência da insuficiência renal, já que pacientes no estágio inicial da doença costumam ser assintomáticos. Em graus variados, as causas geralmente são resultantes do acúmulo de toxinas (chamadas toxinas urêmicas), da redução da produção de hormônio que regula a anemia e a saúde óssea, e também do desbalanço do controle dos sais minerais e da acidez do sangue e do volume de água corporal total.

Tendo em vista que alguns fatores guardam relação com alto risco para o desenvolvimento de insuficiência renal, surgem recomendações das sociedades para rastreio em alguns grupos, como idosos, hipertensos, pessoas com diabetes, pessoas com infecção urinária de repetição, pacientes com histórico familiar positivo, dentre outros.

Também são incluídos no grupo de risco os pacientes tabagistas, com obesidade, nascidos de baixo peso, além de usuários de medicações nefrotóxicas, como anti-inflamatórios, por exemplo. A importância desse rastreamento se estende à melhor investigação e condução de alguns desses fatores, que são modificáveis.


Principais sintomas da insuficiência renal

A insuficiência renal pode ser aguda, quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica, quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.

Na maioria dos casos, pessoas com insuficiência renal podem não apresentar sintomas, principalmente se estiver no estágio inicial da doença. Por outro lado, no estágio avançado, os sintomas podem se misturar e confundir com outros relacionados à gravidade e à evolução de doenças associadas e, algumas vezes, à própria idade avançada. Confira os principais sintomas:

• Cansaço;

• Sonolência;

• Mal-estar;

• Náusea;

• Vômito;

• Intolerância à carnes;

• Inchaço no corpo;

• Perda de massa muscular;

• Dor óssea;

• Redução do volume de urina.


Complicações da insuficiência renal

A falta de diagnóstico e tratamento da insuficiência renal pode resultar em complicações de graus variados. Por isso, é frequente o desenvolvimento de anemia e astenia, por exemplo. Do mesmo modo, quando ocorre redução da diurese, pode haver falta de ar e aumento da pressão arterial por retenção líquida.

Já em casos mais avançados, é possível observar fraqueza e arritmias, causadas pela elevação de sais minerais (como potássio e cálcio), bem como alteração de estado mental, incluindo sonolência e até coma por aumento de toxinas urêmicas.


Tratamento da insuficiência renal

Quem tem insuficiência renal deve fazer um tratamento multidisciplinar. Isso significa que pessoas diagnosticadas com a doença precisam fazer o acompanhamento do nefrologista em conjunto com o cardiologista, endocrinologista, urologista, geriatra, reumatologista, psicólogo, dentre outras especialidades.

O objetivo é sempre retardar a progressão da doença por meio de tratamentos como a imunossupressão, assegurando qualidade de vida do paciente. Além disso, mudança de hábitos também são consideradas no tratamento da insuficiência renal. Dessa forma, o ideal é evitar o sedentarismo, reduzir a ingestão de sal, tratar a obesidade, o diabetes, o colesterol e a pressão arterial elevados, parar de fumar, evitar abuso de medicações nefrotóxicas (como os anti-inflamatórios) e avaliar introdução de medicações específicos para essa condição.

Já nas fases mais avançadas da doença, o ajuste da dieta passa a ser fundamental, principalmente para correção dos níveis elevados de potássio (um sal mineral que pode desencadear arritmias), cálcio e fósforo (associados à calcificação vascular e doença mineral óssea) e ajuste de ingestão calórico-proteica adequada.

Outros tratamentos incluem a diálise, realizada para substituir algumas das funções dos rins, ou seja, retirar as toxinas e o excesso de água e sais minerais do organismo. O transplante também pode ser considerado. Nesse caso, por meio de uma cirurgia, o paciente recebe um rim de um doador. Dessa forma, o paciente tem que fazer uso de medicações que inibem a reação do organismo contra organismos estranhos, evitando assim a rejeição do “novo rim”.


Como prevenir?

Como alguns fatores que interferem na função renal não são modificáveis (como idade e herança genética, por exemplo) e a maioria das pessoas são assintomáticos, a principal estratégia para prevenção da doença renal crônica está na conscientização e na mudança de hábitos. Por isso, deve-se manter um estilo de vida saudável, além de realizar exames de rotina, como o check up médico.


Fonte: Dr. Henrique Lima Enami (CRM/SP 150730), nefrologista do Hospital Moriah, em reportagem publicada no portal Vitat, em 18/01/2022. Link para acesso: https://vitat.com.br/insuficiencia-renal/


 

O parto é um momento de vulnerabilidade para as mulheres e muitas já sofreram algum tipo de violência obstétrica, como a manobra de Kristeller. A ginecologista e obstetra, Dra. Débora Maranhão (CRM 184349/SP), do Hospital Moriah, falou sobre o assunto, explicou o que é e citou quais são os riscos que a manobra pode trazer à mulher e ao bebê. Confira!


O que é a manobra de Kristeller
Segundo a Dra. Débora, a manobra de Kristeller era uma técnica muito utilizada pelos obstetras para acelerar o trabalho de parto e diminuir o período expulsivo. “A manobra era feita quando o bebê demorava um pouco para descer e ficar na posição para sair ou não estava com encaixe adequado para a bacia da mãe”.

Além disso, havia casos nos quais a mulher estava com pouca contração ou estava muito cansada e já não conseguia fazer força suficiente para a saída do bebê. A seguir, entenda como o procedimento era realizado.


Como é feita?
Para realizar a manobra, a médica explicou que “o cotovelo e o braço são colocados sobre o fundo do útero materno e empurrados para baixo fazendo pressão para acelerar a saída do bebê durante o parto”.

Apesar de proibida pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS), a técnica ainda é realizada em alguns hospitais no Brasil, principalmente no Sistema Único de Saúde. Isso acontece porque muitas mães não têm conhecimentos sobre todo processo que envolve o parto e o pós-parto, além disso, não sabem que a manobra está relação com a violência obstétrica. Veja mais sobre isso nos próximos tópicos!


Por que a manobra de Kristeller não é mais recomendada?
Segundo a Dra. Débora, acreditava-se que a manobra poderia ajudar a acelerar o processo do parto. No entanto, “com o passar no tempo, verificou-se que ela não encurta o trabalho de parto, não abrevia o período expulsivo, que é o período final da saída do bebê, e, ao mesmo tempo, é muito agressiva”.

Além disso, a técnica não é mais recomendada, “inclusive, ela é uma das manobras que se relaciona muito com a violência obstétrica”. O procedimento pode machucar a mãe causando danos físicos e psicológicos. “O obstetra tinha que fazer muita força e isso também deixava todos na sala de parto muito ansioso, poderia ocasionar o descolamento de placenta e até mesmo uma piora do desfecho”. Com outras palavras, a técnica não traz benefícios para a mãe ou para o bebê, pelo contrário, ela é invasiva.


Quais são os riscos da manobra de Kristeller?
A manobra deixou de ser realizada por muitos profissionais que buscam um parto humanizado, proporcionando à mãe segurança e apoio em vários aspectos. Por isso, conheça os principais riscos da técnica citados pela obstetra:

• Dor abdominal pós-parto:
 a Dra. Débora informou que a manobra pode ocasionar dor abdominal pós-parto “devido à grande pressão e ao apoio do braço e cotovelo na barriga, podendo, inclusive, deixar hematomas na pele”.

• Aumento de laceração do períneo:
 de acordo com a médica, a técnica pode causar laceração do períneo de segundo e terceiro grau por causa da saída mais brusca da apresentação fetal pela vagina. Além disso, “também há maior chance de disfunções do assoalho pélvico pelo aumento da pressão intra-abdominal sobre os músculos pélvicos”, acrescentou.

• Ruptura do fígado ou baço:
 a obstetra disse que “se a manobra for realizada acima do fundo uterino, também há risco de ruptura do fígado ou baço, mas são lesões bem mais graves e raras, pois depende de muita força”.

• Riscos psicológicos:
 “a manobra de Kristeller pode gerar danos psicológicos à mãe devido ao stress de toda a situação e pela movimentação agressiva da equipe para realizar a manobra”, comentou a especialista.

• Risco para o bebê:
 para o bebê, “há risco de hematoma encefálico e fraturas, mas não é comprovadamente maior do que os casos que não fizeram a manobra”. No entanto, a médica disse que “não é possível afirmar, pois vários estudos são inconclusivos nos reais efeitos imediatos e a longo prazo que a manobra pode causar em bebês”.

A Dra. Débora ressaltou que “geralmente, a manobra de Kristeller é realizada em casos onde a evolução não está sendo boa, então, pode ser um confundidor nos resultados perinatais”. Ou seja, “o hematoma encefálico e fraturas no bebê pode estar associado à maior anóxia fetal e baixo pH no sangue do cordão umbilical, isto é, com maior risco de sequelas devido à hipoxemia fetal (baixo oxigênio)”.

Como evitar a manobra de Kristeller
Segundo a obstetra, é possível, sim, evitar a manobra de Kristeller, pois há outros meios, como medicamentos, para no auxiliar no período expulsivo. “Por exemplo, a ocitocina é uma medicação que aumenta a contração uterina e vai ajudar o útero a fazer mais força por ele mesmo”. Além disso, “pode-se fazer uma tração controlada ensinando a mãe a fazer o puxo e a força no período expulsivo“.

A profissional informou que outros mecanismos também podem ser usados para ajudar a mãe no momento do parto. “A mudança do decúbito, ou seja, eu mudo a paciente de posição porque, às vezes, aquela posição não é boa para ela fazer a força. Então, eu coloco a mãe em pé ou agachada para ela conseguir fazer melhor”.

Ademais, a obstetra citou outras formas, como “o cabo de guerra que puxamos a paciente pelas mãos para ela conseguir fazer força no período expulsivo do trabalho de parto”. Além disso, “há a possibilidade de colocar a paciente em uma banheira ou levá-la ao banho para relaxar o colo”, completou.

Já nos casos em que já estiver muito no período expulsivo, pode-se fazer um parto instrumental. Ou seja, “utiliza-se, tanto o fórceps quanto o vácuo extrator para abreviar e aliviar o sofrimento fetal e da mãe que já está totalmente exausta. Principalmente, quando a via de parto por cesárea já não é indicada porque a cabeça do bebê já está muito baixa”, finalizou.

A manobra de Kristeller e a violência obstétrica
O Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS) baniu a manobra de kristeller, pois ela se enquadra como violência obstétrica por ser uma técnica agressiva que pode prejudicar a mãe e o bebê. Apesar disso, ainda não existe uma lei federal que ampare as mulheres. Mas, alguns estados brasileiros, como o Distrito Federal, por exemplo, dispõem de leis estaduais com medidas de proteção e apoio à mulher.

Contudo, existem órgãos reguladores, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal e a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que criaram resoluções que regulam o comportamento dos profissionais da saúde e amparam as vítimas em âmbito nacional.

No momento do parto, é importante que haja um cenário humanizado, afinal, esse é um momento de ansiedade e tensão para a mãe. Então, é fundamental que os profissionais da saúde promovam o apoio emocional, conforto e encorajamento conforme as necessidades da mulher. Aproveite e saiba mais sobre a dor no umbigo na gravidez – um incômodo que acomete muitas mulheres. 


Fonte:
 Reportagem de Erika Balbino publicada no portal Dicas de Mulher em 09/05/2022. Link para acesso: https://www.dicasdemulher.com.br/manobra-de-kristeller/


Modificado: sexta-feira, 13 mai. 2022, 09:30