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Infecções acometem pacientes debilitados imunologicamente e portadores de distúrbios metabólicos descontrolados; mesmo se tratada, a mortalidade é muito elevada.


A Academia Brasileira de Rinologia alerta sobre os casos de fungos invasivos que têm acometido pacientes de covid-19 na Índia e no Brasil. Esse tipo de superinfecção ocorre em pessoas debilitadas imunologicamente, como transplantados, e portadores de distúrbios metabólicos descontrolados, como os diabéticos.

“Temos percebido o desenvolvimento destas infecções fúngicas na região do nariz e seios paranasais em pacientes convalescendo pela covid-19. A preocupação de nossa Academia está associada à importância do diagnóstico precoce, pela elevada letalidade. Mesmo diante de intervenções cirúrgicas (com princípios oncológicos e mutilantes), além de medicamentos antifúngicos (de alto custo e com efeitos adversos marcados), a morbimortalidade é muito elevada” alerta o médico otorrinolaringologista Fabrizio Ricci Romano, do Hospital Moriah e presidente da Academia Brasileira de Rinologia.

Embora os casos sejam mais comuns na Índia, e no Brasil ainda pontuais, de acordo com o Dr. Fabrizio Romano, fica o importante alerta para todos os profissionais de saúde ficarem atentos para mais esta potencial grave complicação em pacientes afetados na pandemia, assim como para a importância dos pacientes diabéticos, em especial, terem seus níveis glicêmicos controlados rigorosamente.

Neste tipo de processo, fungos normalmente inofensivos, encontrados na natureza, invadem o revestimento do trato respiratório superior e chegam aos vasos que nutrem a região onde causam isquemia, morte dos tecidos e progressão rápida da destruição tecidual. A progressão da doença leva ao comprometimento das estruturas vizinhas nobres, como olhos e cérebro.

“Os estudos observacionais publicados até o momento não permitem garantir todos os mecanismos associados à identificação desse tipo de infecção por fungos entre os pacientes convalescendo pelo vírus do SARS COV-2, mas, ao que tudo indica, o desequilíbrio metabólico causado pelo uso de corticosteroides sistêmicos em pacientes diabéticos parece se constituir no principal fator de risco. Outras questões relacionadas às características climáticas de cada região, assim como particularidades de cada instituição no que diz respeito a processos humanos e físicos para diminuir exposição destes pacientes a ambientes colonizados por este tipo de micro-organismo, também deverão ser estudadas” explica o médico otorrinolaringologista Otavio Piltcher, secretário da Academia Brasileira de Rinologia.


Todo o mundo

 

Instituto da Próstata

O Instituto da Próstata do Hospital Moriah nasceu há dois e é um serviço totalmente focado no cuidado integral da saúde da próstata. A base que norteia a sedimentação do Instituto da Próstata são a sabedoria e a experiência, tanto científica, quanto humanística, do Professor Miguel Srougi, seu diretor. E é essa base que atraiu profissionais reconhecidos, das melhores escolas médicas do país, para formar esse conceito de atendimento integral do paciente, com programas de promoção de saúde e prevenção, novos métodos diagnósticos e o que há de mais atual no mundo em técnicas cirúrgicas e de tratamento clínico, aliados aos valores do Hospital Moriah, notadamente o cuidado e o amor ao próximo.


Tratamentos

• Cirurgia robótica de próstata

• Tratamento de hiperplasia prostática com laser Holmium, Greenlaser e outros tratamentos minimamente invasivos.



Instituto de Fibrilação Atrial

O Instituto de Fibrilação Atrial (FA) é um centro dedicado ao atendimento de pacientes com fibrilação atrial com o objetivo de oferecer o cuidado necessário a esse tipo de paciente.

Atualmente, o tratamento de fibrilação atrial envolve uma mudança importante na qualidade de vida, controle rigoroso de fatores de risco como obesidade, hipertensão e diabetes, além de exigir uma equipe médica especializada para acompanhamento clínico e realização de procedimentos como ablação por cateter ou fechamento da aurícula esquerda.

O Instituto oferece médicos especialistas em arritmias cardíacas, eletrofisiologistas, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e enfermeiros dedicados ao esclarecimento e acompanhamento dos pacientes com fibrilação atrial. O Instituto ainda recebe pacientes portadores de outras formas de arritmias cardíacas como flutter atrial, extra-sistoles, arritmias ventriculares e arritmias supraventriculares, além de atender pacientes com quadros de palpitações ou desmaios que ainda não conseguiram concluir o seu diagnóstico.


Tratamentos

• No caso de bradicardia, que é o ritmo mais lento do que o normal, pode haver a necessidade do uso de um marca-passo, que é um dispositivo implantado cirurgicamente, com anestesia local. Um eletrodo é introduzido na região do tórax, pela veia até o coração e depois, conectado ao marca-passo, que é um aparelho bem pequeno. O aparelho é colocado sob a pele e o paciente costuma ter alta em até 24 horas.

• Nas taquicardias, quando o ritmo é mais acelerado do que o normal, uma das principais indicações é a ablação por cateter, em que o foco da arritmia é localizado e eliminado por cateteres que são posicionados dentro do coração. Essa ablação pode ser feita pelo uso da radiofrequência, que são ondas eletromagnéticas que aquecem e destroem o foco da arritmia ou pela congelação, quando a ponta do cateter possui um sistema que forma uma bola de gelo, que vai também destruir o foco desejado.

• O implante do desfibrilador é outra forma de tratamento para casos selecionados. Trata-se também de um dispositivo pequeno que requer uma cirurgia minimamente invasiva, com alta em até 24 horas e anestesia local. Os eletrodos são introduzidos na região do tórax, por uma veia, até o coração e são conectados ao desfibrilador. Depois de configurado, o desfibrilador é inserido sob a pele, na região do peito.



Instituto de Miomas e Endometriose

Os miomas são uma condição presente na vida de quase 50% das brasileiras. Já a endometriose afeta, em nosso país, cerca de 2 milhões de mulheres por ano. O Instituto de Miomas e Endometriose nasceu da necessidade de um olhar especializado e carinhoso para essas condições que afetam muitas mulheres em idade reprodutiva.

Pensando neste cuidado diferenciado, o Hospital Moriah uniu ginecologistas renomados e especializados no assunto à uma equipe multiprofissional, propondo um olhar à mulher de forma integral, individualizada e segura, primando – sempre que possível – pela preservação do útero e demais órgãos reprodutivos.

Temos as opções de tratamento menos invasivas e mais modernas, mas é importante ir além. A mulher que sofre com miomas ou endometriose precisa do correto diagnóstico e do tratamento personalizado que irá ao encontro da sua forma de viver e seu bem-estar, além do acompanhamento e reabilitação da sua qualidade de vida.

O Instituto de Miomas e Endometriose atua desde a promoção da saúde, com campanhas de educação sobre saúde feminina, até a elaboração e participação em estudos relevantes sobre essas doenças e oferece uma gama de tratamentos para essas doenças, tão frequentes e impactantes no dia a dia da mulher. Conheça!


• Cirurgia robótica: A cirurgia robótica é a principal opção cirúrgica no Hospital Moriah para a realização da remoção de miomas, otimizando o tempo de recuperação da paciente, que sangra menos e tem uma cirurgia mais segura e menos traumática. Assim, ela volta rapidamente para suas atividades normais.

• Cirurgia laparoscópica: também é considerada uma técnica minimamente invasiva e pode ser usada tanto no tratamento dos miomas quanto da endometriose.

•  Embolização: indicada para o tratamento dos miomas, é um método eficaz em que os tumores são “destruídos”, obstruindo as artérias que levam sangue a eles. Nesse procedimento, a paciente pode ter alta no mesmo dia. Pequenas esferas são introduzidas, geralmente via artéria femoral, levando à isquemia do tumor.

•  Radiofrequência: a radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo também indicado para o tratamento dos miomas. Nesta técnica, o médico introduz uma agulha, norteada por ultrassonografia, em geral via transvaginal, até atingir os miomas uterinos. Tal agulha é um eletrodo conectado a um moderno gerador de radiofrequência, que transmitirá energia para o tumor, destruindo o mioma. É um procedimento de curta duração, também com previsão de alta no mesmo dia.

 

Comer bem, não fumar e fazer exercício estão entre os hábitos capazes de proteger contra tumores, mesmo quando há predisposição genética para a doença



Um estudo chinês feito a partir de um banco de dados genéticos concluiu que hábitos saudáveis podem reduzir o risco de câncer mesmo entre pessoas predispostas geneticamente a ter a doença.

Para a pesquisa, publicada no periódico Cancer Research, cientistas usaram informações de 202.842 homens e 239.659 mulheres. Eles calcularam o risco individual genético para 16 tipos de cânceres no sexo masculino, e 18 no feminino. Além disso, analisaram dados sobre tabagismo, consumo de álcool, atividade física, índice de massa corporal e padrão alimentar.

Então, os pesquisadores dividiram os participantes de acordo com o grau de predisposição para desenvolver o câncer e também com o nível de adesão a uma rotina equilibrada, que dependia de quantos hábitos bacanas os voluntários seguiam.

Entre as pessoas com alto risco genético para enfrentar tumores, mas com estilo de vida saudável, a incidência de câncer após cinco anos foi de 5,51% nos homens e 3,69% nas mulheres. No grupo menos dedicado aos bons hábitos, a incidência da doença se mostrou maior: 7,23% entre eles e 5,77% entre elas.

Pelo cálculo, homens com maior propensão genética ao câncer e pouca dedicação a comportamentos saudáveis apresentaram 2,99 vezes mais risco de realmente encarar a doença. Entre as mulheres na mesma situação, a probabilidade foi 2,38 vezes maior.

De acordo com Raphael Brandão, chefe de oncologia do Hospital Moriah, em São Paulo, uma limitação do trabalho é que os próprios participantes descreviam como eram seus hábitos de vida e seu peso.

De qualquer maneira, os achados são muito relevantes. “O estudo reúne uma grande quantidade de pessoas com alto e baixo risco genético para o câncer e com hábitos diferentes. E se observou que um estilo de vida equilibrado favorece todo mundo”, resume o oncologista.

Há um tempo a ciência bate na tecla de que indivíduos com tendência genética a desenvolver um tumor podem se proteger do que está escrito no DNA ao modificar fatores externos, como alimentação, tabagismo, exposição à poluição, consumo de álcool, prática de exercícios e por aí vai.

Recentemente, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), chegou a publicar um documento robusto no qual destaca 11 grandes fatores modificáveis por trás da doença.

“Pesquisas como essas nos ajudam a convencer os pacientes de que as orientações médicas têm fundamento”, completa Brandão.


Fonte: Veja Saúde. Matéria publicada em 17 de agosto de 2021 e disponível para acesso em https://saude.abril.com.br/medicina/bons-habitos-podem-evitar-cancer-mesmo-quando-ha-risco-genetico/amp/

 

A chegada ao Brasil de duas técnicas minimamente invasivas para a hiperplasia prostática benigna (HPB) pode ser uma alternativa para o tratamento da doença em sua fase inicial e em homens jovens, por preservar a ejaculação



Intermediário entre o tratamento medicamentoso e as técnicas cirúrgicas, o uso dessas alternativas pode beneficiar aqueles pacientes que começaram com os sintomas da doença e acabam não se dando bem com as medicações, principalmente pelos efeitos colaterais, mas também não são ainda indicados à cirurgia ou não querem perder a função ejaculatória.

O iTindR e o UroLiftR são dois procedimentos com características semelhantes e que proporcionam os benefícios de uma intervenção minimamente invasiva, ou seja, uma internação de algumas horas, procedimento feito sob sedação e retorno rápido às atividades diárias.

Ambos são indicados para o início da doença ou para aqueles pacientes que não desenvolveram complicações mais acentuadas. Por não haver remoção de tecido prostático, a função sexual é preservada, inclusive a ejaculação, o que torna os procedimentos ideais para os homens que ainda têm desejo de ter filhos.

No procedimento usando o iTindR, há uma “remodelação” da uretra prostática por meio de um dispositivo semelhante a um stent que fica por sete dias e depois é removido. Esse dispositivo abre o canal da próstata e o resultado é a interrupção da urgência para urinar e a volta do fluxo urinário normal.

Já o UroLiftR usa pequenos grampos que abrem o canal da próstata, gerando o mesmo efeito do procedimento anterior. Os grampos são definitivos e imperceptíveis.

Os dois procedimentos são bastante recentes no mundo. O mais antigo, UroLiftR, já conta com um estudo de acompanhamento de pacientes há cinco anos, com taxa de retratamento de 15%. Para o iTindR, em três anos, o retratamento de pacientes foi de 9%.

Embora não sejam tratamentos definitivos, os métodos podem melhorar os sintomas urinários causados pelo crescimento da próstata por um bom tempo. “São indicados para pacientes com próstatas de até 75 gr. e com um score de sintomas urinários acima de 8, que é medido por meio de um questionário aplicado” esclarece Alberto Azoubel, urologista coordenador do Instituto da Próstata do Hospital Moriah.


Uso dos lasers

O tratamento mais recomendado atualmente para próstatas maiores é o laser. Os dois mais usados, HoLep e Greenlaser oferecem o tratamento efetivo e duradouro da doença e também são menos invasivos que a cirurgia (raspagem da próstata), com alta hospitalar em 24 horas e retorno mais rápido às atividades em relação à cirurgia.

Segundo Dr. Alberto Azoubel, além de conter a doença, o homem segue com sua função sexual e o prazer sexual normais, apenas deixando de ejacular.


Doença que afeta 60% dos homens acima dos 50 anos

A HPB é muito comum e sua incidência aumenta com a idade. Os principais sintomas são a urgência para urinar, urinar com frequência acima do habitual, a sensação de não eliminação de toda urina a cada ida ao banheiro e o enfraquecimento do fluxo urinário.

“Embora ser acordado pelo desejo de urinar seja comum, não conseguir voltar a dormir e ter uma noite toda sem precisar ir ao banheiro é um alerta para investigar a HPB”, diz Azoubel. O paciente deve marcar uma consulta com um especialista para avaliação clínica e realização de exames como medida do fluxo urinário e ultrassonografia.

 

Publicada recentemente na revista Nature, pesquisa realizada no MIT/EUA que reúne cientistas de vários países se deteve na biocompatibilidade de próteses mamárias com determinadas superfícies


A superfície do implante mamário de silicone pode resultar em ativação do sistema imune e de células de defesa do corpo (linfócitos), acarretando maior fibrose e inflamação crônica.

Segundo o Prof. Alexandre Mendonça Munhoz, um dos co-autores do estudo e coordenador do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Moriah, esse fenômeno é comum a qualquer material sintético introduzido no organismo como marca-passo, válvulas cardíacas e próteses de silicone, sendo a intensidade da resposta imune o fator determinante para maior ou menor biocompatibilidade.

Tudo isso foi analisado em um estudo conduzido em Boston, EUA no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e recentemente publicado em uma das mais importantes revistas científicas do mundo, a Nature, com a participação de pesquisadores de vários países, entre eles o Prof. Munhoz.

Recentemente, vários casos de explantes de silicone foram relatados na imprensa e nas mídias sociais por usuárias com diversas queixas – algumas válidas e outras nem tanto. Nesses casos há relatos de sintomas semelhantes a doenças reumatológicas, a chamada Doença do Silicone ou Síndrome de ASIA (Auto-immune Syndrome Induced by Adjuvants).

De causa incerta, essa síndrome tem merecido destaque nos últimos anos, sendo a ativação do sistema auto-imune desencadeado por alguns tipos de próteses, uma das principais teorias para o seu desenvolvimento. Desta forma, algumas mulheres passaram a questionar a segurança das próteses e têm optado pela sua retirada completa, mesmo satisfeitas com o resultado estético e sem alterações nas próteses. Fato este que em alguns casos pode levar a alterações da imagem corporal e perda de qualidade de vida, sobretudo em mulheres submetidas a reconstrução mamária pós-câncer e casos de estética em assimetrias mais graves ou deformidades congênitas. Uma das constatações do estudo publicado na Nature, feito em ratos, coelhos e posteriormente em humanos, é de que a maior rugosidade da superfície da prótese poderia estimular o desenvolvimento de linfócitos T, uma das células de defesa, e esse estímulo crônico em mulheres com predisposição genética determinaria o aparecimento de doenças raras, como um tipo de câncer do sistema linfático (linfoma de células anaplásicas ou ALCL) ou mesmo a chamada Doença do Silicone.

Desta forma, o desenvolvimento de superfícies mais biocompatíveis e com menor estímulo ao sistema imune, forneceria mais segurança para as mulheres que queiram se submeter à cirurgia estética e reconstrutora da mama ou mesmo a troca de próteses já antigas. Neste último campo, sabe-se que uma das principais razões de troca de prótese é o fenômeno de contratura capsular secundária à fibrose e maior inflamação.

Assim, próteses com superfícies com menor ativação do sistema imune, e por consequência menor incidência de contratura, resultariam em uma redução das reoperações e na menor necessidade de explantes de silicone motivados pela resposta imunológica da paciente. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostram que aproximadamente 200 mil mulheres são submetidas a cirurgias de colocação de prótese de mama no Brasil por ano, e estima-se que aproximadamente 30 milhões têm prótese de silicone no mundo. Nesse contexto global, o presente estudo descortina novas perspectivas para cirurgia mamária com próteses, além de lançar uma nova luz na pesquisa das causas da Doença do Silicone e com novas opções de tratamento além da cirurgia do explante.

 

Paula Pequeno, bicampeã olímpica de vôlei de quadra, passou por uma cirurgia no quadril. Na operação realizada no Hospital Moriah, pelo Dr. Marco Aurélio Silvério Neves, foram empregadas as técnicas mais modernas da medicina para garantir que a campeã volte a brilhar o quanto antes. Paula teve desgaste de cartilagem do quadril, um problema que costuma afetar pessoas com mais de 60 anos, mas, no caso da atleta, o alto rendimento provocou o problema, que exigiu a cirurgia para a colocação de uma prótese.


Confira

a reportagem do programa Jornal da Record, na Record TV.

Modificado: segunda-feira, 28 fev. 2022, 13:03
 

Cerca de metade das mulheres recebe o diagnóstico de mioma uterino em algum momento da vida reprodutiva, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Esses tumores benignos podem ser assintomáticos, mas também podem gerar muita dor, sangramentos, anemia e aumento do volume abdominal, levando à indicação de cirurgia.


Relação com estrogênio

Não se sabe exatamente o que provoca esses tumores benignos, mas seu crescimento é associado ao hormônio estrogênio. A incidência é maior em mulheres com ganho de peso e também em negras ou pardas, embora não seja possível afirmar se essa predisposição étnica é ligada a fatores genéticos ou ambientais.


O mioma pode ser classificado como:

– Subseroso (localizado na superfície externa do útero)

– Intramural (na parede do útero)

– Submucoso (sob o revestimento do útero)

– Pedunculado (crescem em um pedúnculo)


O diagnóstico ocorre com mais frequência a partir dos 30 anos de idade, e os miomas tendem a “murchar” após a menopausa. Por isso, se o problema não interferir na fertilidade e os sintomas forem bem controlados com medicamentos, é possível apenas acompanhar seu crescimento com exames regulares até o fim do ciclo reprodutivo. Porém, dependendo do tamanho do tumor ou de suas consequências, o tratamento cirúrgico é necessário.


Destruir o mioma, manter o útero

Os miomas são responsáveis por cerca de 300 mil cirurgias para remoção do útero (histerectomia), segundo o Ministério da Saúde. Ainda que não interfira na produção de hormônios ou na vida sexual da mulher, perder o útero representa o fim da possibilidade de engravidar – o que pode ser extremamente doloroso para quem não teve filhos, e também ter impacto psicológico em pacientes mais maduras.

É nesse contexto que cirurgias minimamente invasivas para o tratamento de miomas vêm ganhando espaço como alternativa à histerectomia. É o caso da ablação por radiofrequência, procedimento relativamente novo no Brasil, que consiste em destruir o tumor com altas temperaturas. A agulha é acoplada ao aparelho de ultrassonografia transvaginal, o que diminui a necessidade de cortes e permite alta no mesmo dia.

“O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com sedação, e dura 30 minutos, em média“, explica o médico Mariano Tamura, coordenador do Instituto de Miomas do Hospital Moriah, em São Paulo. A morte celular induzida pelo calor faz com que o mioma perda cerca de metade do seu volume, o que traz enorme alívio para os sintomas e, como consequência, melhora a qualidade de vida das pacientes. Esse é o foco, aliás, de um estudo que Tamura vem coordenando no hospital, com mulheres de 18 a 45 anos de idade que serão acompanhadas durante três anos após a cirurgia. Na entrevista abaixo, ele traz mais detalhes sobre o tema.


Quais os tipos de miomas ou em quais situações há indicação de cirurgia?

Os miomas que estão voltados para o interior da cavidade uterina, desde os completamente submucosos até os que abaulam a camada interna que reveste o útero (endométrio) são relacionados a sangramento uterino aumentado e, eventualmente, quando há falha do tratamento medicamentoso, necessitam de tratamento cirúrgico ou intervencionista. Além disso, os miomas volumosos que estão na musculatura do útero (intramurais), ou os que são voltados para a parte externa (subserosos), podem causar sintomas compressivos, dor pélvica e cólicas intensas, que, diante da falha do tratamento clínico, também necessitam de tratamentos adicionais. Não existe um tamanho exato que nos direcione a certa conduta. É necessário avaliar cada caso individualmente, a quantidade de miomas, sua localização e os sintomas associados.


Cirurgias para remoção de miomas envolvem algum risco de aderências (cicatrizes) que podem inviabilizar uma gravidez?

Procedimentos como a radiofrequência diminuem esse risco?

Qualquer procedimento cirúrgico na cavidade abdominal pode gerar aderências. Quando nos referimos à pelve, existem outras doenças que também provocam aderências e podem distorcer a anatomia dos órgãos reprodutores femininos, possivelmente levando à infertilidade, como, por exemplo, a endometriose, a doença inflamatória pélvica e, inclusive, a própria presença de miomas uterinos. Tratando-os sem cirurgia, corte, sutura e cicatrização, podemos diminuir a probabilidade de formação de aderências.


Poderia explicar em detalhes como é o procedimento com radiofrequência?

O procedimento consiste em aquecer o mioma do centro para a periferia, através de uma agulha de radiofrequência que entrega energia térmica em sua extremidade. Essa agulha é acoplada ao aparelho de ultrassonografia transvaginal, que irá guiar o procedimento em tempo real e será essencial para o posicionamento adequado dessa agulha no interior do mioma. O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com sedação e dura 30 minutos em média. A paciente interna e recebe alta no mesmo dia, porém o efeito da radiofrequência é prolongado até seis meses, e tem como objetivo causar a redução de ao redor de 50% do volume do mioma, por meio da morte celular induzida pelo calor (necrose coagulativa), além de melhorar significativamente os sintomas da paciente e sua qualidade de vida, com baixas taxa de reintervenção.

Na ocasião do estudo que estamos conduzindo, o tratamento é indicado para pacientes que possuem até três miomas, de até 5cm cada um, e que não tenham realizado qualquer procedimento uterino prévio (seja radiofrequência, embolização de artérias uterinas, miomectomia ou histeroscopia cirúrgica).


O procedimento tem sido feito faz tempo no Brasil? São muitos centros que realizam?

O procedimento foi aprovado nos EUA em 2012 e já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No entanto, são poucos centros que se utilizam desse tratamento e, ao mesmo tempo, carecem estudos robustos sobre a radiofrequência em mulheres brasileiras.


É um procedimento muito mais caro que a cirurgia tradicional? Já existe cobertura por planos de saúde ou SUS (Sistema Único de Saúde)?

O procedimento envolve internação rápida, menor uso de medicação, rápido retorno às atividades habituais e baixa taxa de reintervenção e complicações associadas. Ou seja, o custo do procedimento como um todo pode ser menor que de uma cirurgia. No entanto, ainda não há cobertura pelos convênios e não é um tratamento previsto pelo SUS.


Fonte: Blog do Dr. Jairo Bouer. Link para acesso: https://doutorjairo.uol.com.br/leia/radiofrequencia-para-tratar-mioma-pode-ser-opcao-retirada-do-utero/

 

SIM. Mas só quando é a bactéria Streptococcus pyogenes


É difícil encontrar alguém que nunca tenha tido ao menos um episódio de dor de garganta na vida. Bastante comum, sobretudo na infância, essa condição, apesar de na maioria das vezes se resolver sozinha em poucos dias —e justamente por isso ser considerada por muitos como inofensiva—, jamais deve ser negligenciada.

O fato é que, nos casos em que a sua causa é uma infecção bacteriana provocada pelo Streptococcus pyogenes do grupo A, o tratamento inadequado ou a falta dele em pessoas com alguma predisposição genética pode fazer o quadro evoluir e desencadear a doença autoimune febre reumática, com possíveis consequências ao coração (e também ao sistema nervoso central, articulações e pele).

Nessa situação, acontece o seguinte: a bactéria entra no organismo e, para combatê-la, o sistema imunológico, como normalmente faria, produz anticorpos, só que eles, ao invés de “lutarem” apenas contra o invasor, também passam a atacar outros órgãos. Até hoje não se sabe exatamente por que isso ocorre, uma das hipóteses é que seja através de mecanismos de hipersensibilidade ou similaridade entre as proteínas presentes no antígeno e as que compõem alguns tecidos do corpo.


Manifestações da febre reumática

Mais comum em países em desenvolvimento, como o Brasil e, em especial, nas populações mais carentes, pela dificuldade de acesso a tratamentos médicos, má nutrição e falta de higiene, a febre reumática afeta principalmente crianças e adolescentes na faixa de 5 e 15 anos.

Mas é preciso ficar claro que nem toda faringoamigdalite mal curada ou não tratada evolui para a doença. Como adiantamos, isso se dá apenas em pessoas predispostas e que tiveram contato com o Streptococcus pyogenes do grupo A — estima-se que a prevalência é de 3%.

No geral, seus sintomas surgem de duas a quatro semanas após a dor de garganta. A manifestação mais comum é a inflamação das articulações (artrite), principalmente de mãos, joelhos e tornozelos, que provoca dor, inchaço e vermelhidão.

A pele é outro local com risco de acometimento. Neste caso, surgem nódulos subcutâneos, normalmente indolores, duros e sem sinal de inflamação, e manchas avermelhadas (eritema marginato).

Além disso, a enfermidade pode atingir o sistema nervoso central, gerando um distúrbio neurológico chamado Coreia. Ele é caracterizado pela presença de movimentos involuntários e desordenados, mais evidentes em extremidades, como braços e pernas, e no rosto, e que pioram quando o paciente fica tenso ou nervoso. A boa notícia é que todas essas consequências tendem a desaparecer com o tratamento certo.

A implicação mais grave da febre reumática, no entanto, se dá no coração, sendo a número um a cardite, inflamação no pericárdio (membrana que o reveste o órgão) e/ou no músculo cardíaco (miocárdio) e nas válvulas cardíacas.

Ela pode ser leve, tendo sinais como dor, cansaço, taquicardia e sopro, ou grave, causando lesão em uma ou mais válvulas e, por conseguinte, insuficiência cardíaca e endocardite, com risco de morte.

Segundo os especialistas consultados por VivaBem, as sequelas cardíacas da patologia são, ainda hoje, uma das principais causas de cirurgia para troca de válvula, especialmente a mitral, no Brasil.


Tratamento

Como não é possível saber quem tem predisposição para desenvolver a febre reumática, a recomendação é preveni-la. Assim, o indicado é consultar um médico em qualquer infecção de garganta, sobretudo se ela vier acompanhada de febre alta, pus, dor intensa, gânglios aumentados e não tiver melhora dos sintomas em 48 horas.

Se o causador da faringoamigdalite for o Streptococcus pyogenes do grupo A, o tratamento será feito à base de antibiótico, e é fundamental que seja seguido a risca e até o fim. Vale destacar que até 14 dias após o início dos sinais ainda é possível evitar a evolução do problema.

Porém, se a patologia já tiver se instalado, aí será preciso tratar a sua manifestação com repouso, medicamentos adequados para cada uma delas de acordo com a gravidade e, o mais importante, eliminar totalmente a bactéria do organismo, também com a administração de antibióticos.

Além disso, a diretrizes médicas recomendam que seja feita a prevenção secundária, já que o risco de novos episódios é bem alto. A indicação é o uso prolongado de penicilina benzatina, com aplicações feitas a cada 21 dias até os 21 anos de idade —se a pessoa apresentou cardite, a duração aumenta para 25 anos e, se teve lesão valvar, até os 40 anos ou pela vida toda.

Caso o paciente tenha alergia à penicilina, existem opções de antibióticos no mercado que podem substituí-la, mas é o médico quem irá determinar qual a melhor, bem como a forma de utilização.


Dor de garganta

A dor de garganta é resultante de processo inflamatório infeccioso ou irritativo da mucosa da parte posterior da cavidade oral. Ela pode atingir a faringe, as amígdalas ou a laringe e seus principais agentes causadores são vírus e bactérias —mas fungos, refluxo gastroesofágico, neoplasias, poluição, ar seco, tabagismo, alergias, respiração pela boca, uso excessivo da voz, tumores e traumas locais também podem provocá-la.

Junto com a dor, é normal o paciente apresentar ardência, dificuldade para engolir, vermelhidão e inchaço locais, rouquidão, perda da voz, tosse, dores de cabeça, no corpo e reflexas no ouvido e no pescoço, febre, pus nas amígdalas, mal-estar, falta de apetite, pigarro e indisposição.

Na maioria dos casos, essa condição se resolve sozinha em poucos dias (de três a sete, mais ou menos), mas, para evitar que evolua para algo mais grave, como a febre reumática, a ajuda médica é indispensável.

O tratamento varia conforme a causa. Nos quadros virais, geralmente analgésico, antitérmico, anti-inflamatório e pastilha aliviam o incômodo. Já nos bacterianos, conforme relatamos, o uso de antibióticos é obrigatório.

Para evitar as infecções de garganta, a prevenção, mais uma vez, é o melhor caminho, e isso se faz com a adoção de um estilo de vida saudável, o que inclui alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle de doenças de base e boa higienização.

Também é imperativo evitar ambientes não ventilados e cheios, sobretudo neste momento de pandemia, manter a casa arejada, cuidar do sono, não fumar, não consumir álcool, evitar o estresse e manter a vacinação em dia.


Matéria de Renata Turbiani veiculada pelo portal Viva Bem – UOL em 10/03/2021. Link para acesso: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/10/infeccao-de-garganta-mal-curada-pode-atingir-o-coracao.htm

 

Um estudo prospectivo com 30 pacientes entre 18 e 45 anos vai avaliar o uso da radiofrequência para a diminuição de miomas uterinos e melhora na qualidade de vida das mulheres que sofrem com esse problema.

Em parceria com o setor de mioma uterino e doenças benignas do útero da Universidade Federal de São Paulo/UNIFESP, o protocolo da pesquisa incluirá a seleção de pacientes que se submeterão ao procedimento de radiofrequência no Hospital Moriah.

A radiofrequência é uma intervenção minimamente invasiva que, por meio de uma agulha introduzida dentro do mioma, por via vaginal, destrói o tumor pela alta temperatura.

O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com anestesia geral e com alta no mesmo dia, com baixa incidência de dor pós-operatória.


O que é Mioma?

Os miomas uterinos são tumores benignos de músculo liso que afetam mulheres durante a idade reprodutiva e são os tumores de maior incidência no sexo feminino, chegando a acometer 70% delas antes da menopausa.

Entre os fatores de risco, embora a causa seja relativamente incerta, a raça negra sempre apresentou maior incidência da doença. Mas a diferença étnica ainda é interrogada se deve-se a alterações genéticas ou ambientais. Idade a partir dos 30 anos e ganho de peso foram relacionados ao aumento da incidência dos miomas uterinos também.


O estudo

Além de obter informações a respeito dos resultados da radiofrequência na destruição do mioma, o estudo ainda vai oferecer dados sobre a qualidade de vida da mulher após o procedimento, em comparação a outros métodos de tratamento minimamente invasivo também indicados para os miomas. Esse levantamento será feito por meio de questionários aplicados periodicamente após o tratamento, até 36 meses depois.

Para se inscrever, mulheres com diagnóstico de miomas podem entrar em contato com o Hospital Moriah pelo número (11) 5080-7890 dizendo que gostariam de se inscrever no estudo de miomas.

Serão aceitas inscrições de mulheres maiores de 18 anos, moradoras da Grande São Paulo. Após a triagem, que será feita no Hospital Moriah, as mulheres serão acompanhadas em ambos hospitais: Hospital Moriah e setor de mioma uterino e doenças benignas do útero da Universidade Federal de São Paulo (campus Vila Clementino).


Serviço:

Estudo prospectivo do uso da radiofrequência em miomas uterinos

Hospital Moriah/UNIFESP

Inscrições: (11) 5080-7890

Quem pode se inscrever: mulheres acima de 18 anos com diagnóstico inicial de mioma uterino.

Número de inscrições: 100

As consultas de triagem serão oferecidas de acordo com a disponibilidade dos médicos participantes do estudo, nos consultórios do Hospital Moriah em Moema – S. Paulo.

Modificado: segunda-feira, 28 fev. 2022, 11:05
 

Performance de Impacto

Carla Santucci
segunda-feira, 28 fev. 2022, 10:25
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A 72ª edição da revista Healthcare Management destaca as lideranças do setor de saúde na série “1 Década de Influência”.

A gestão do Dr. Alexandre Teruya, há quatro anos à frente do Hospital Moriah, também foi tema neste especial. Clique aqui e confira a reportagem na íntegra.


Modificado: segunda-feira, 28 fev. 2022, 11:07